Skip to content

tem mais é que se foder…

aviso: post gigante sobre as maravilhas do futebol nacional.

(Continued)

suco de tangerina

cheguei da faculdade na última quinta-feira e fui fazer o de sempre: passar um tempo na internet antes de dormir. começo a usar e… PLU. ouço um barulho vindo da caixa de força dos fundos (onde fica o meu quarto) e cai a luz da casa inteira.

isso aconteceu por volta de meia-noite e meia, e toda a escuridão daquela madrugada de quinta-feira chuvosa não contribuiu para descobrirmos exatamente o que tinha ocorrido. depois de muito investigar, concluimos que não tinhamos idéia do que poderia ter causado, e acabamos conseguindo deixar parte da casa com luz: a parte de dentro. os fundos, a cozinha e a lavanderia, porém, não têm energia elétrica. a geladeira foi ligada na sala (não podemos ficar sem geladeira. isso já aconteceu antes. mais informações abaixo) e pronto, tudo resolvido. um eletricista foi chamado (mas ainda não apareceu) e até lá meu quarto ficará no escuro e eu não posso usar absolutamente nada que precise de energia elétrica por lá.

o fato de estarmos com metade da casa sem luz é bizarro, mas não é a primeira coisa estranha que acontece por aqui.

o mais bizarro de todos os casos foi, sem dúvidas, a geladeira quebrada em 2007. não sabemos exatamente o que aconteceu. só que ela simplesmente parou de funcionar depois que a luz voltou, o que nos fez atribuir a culpa à eletropaulo (que pagou o conserto). demoramos cerca de dois dias para descobrir que ela estava quebrada (e só descobrimos porque a coca-cola comprada no supermercado não ficava gelada DE JEITO NENHUM). e a partir daí perdemos a geladeira e ganhamos um grande armário.

sério, eu nunca tinha parado para pensar em como é importante uma geladeira para a vida. claro que o fato de guardar comida faz dela fundamental, mas não imaginava que ficar SEM geladeira era tão ruim e tão complicado. não podíamos comprar mais comida do que planejávamos comer, já que não tínhamos onde guardar depois. não podíamos comprar comida congelada porque o freezer também não funcionava. não podíamos beber água, já que ela sai da geladeira. foi horrível.

depois de uns dias meu pai conseguiu um frigobar emprestado, e foi isso que usamos durante cerca de um mês e meio. não era a mesma coisa, óbvio. não dava para guardar muita coisa e não tinha congelador, então comida congelada continuava fora de questão. mas água gelada voltou às nossas vidas, assim como salsichas, queijos e outras comidas. mas pensem que em uma casa de quatro homens, sendo que nenhum sabe cozinhar, a ausência de COMIDA CONGELADA é terrível. bom, sobrevivemos. a geladeira voltou e tudo voltou ao normal. por um tempo…

dia sete de julho de 2007. meu aniversário de 20 anos. churrasco em casa, muita gente bonita e jovem. em certo momento da noite, minha amiga julia pisa em uma torneira e quebra a coitada (a torneira, não a julia). começa a sair água. e não para. nunca. tivemos que desligar a água. e assim começou mais uma de nossas aventuras bizarras.

até meu pai consertar a torneira não podíamos deixar a água ligada, se não ficaria saindo sem parar e gastaríamos uma puta grana desnecessária, além, é claro, do desperdício. ou seja, a única que tínhamos era das caixas. nossos dramas: não tinha água na cozinha, o que complicava um pouco para lavar louça. lavar roupa também era difícil. beber água? impossível. ela vem da rua, é filtrada na geladeira e sai para os nossos copos. tomar banho era possível, mas tínhamos que ligar de vez em quando para encher as caixas, e desligávamos logo depois do processo ser finalizado.

deu um tempo (não lembro quanto), meu pai se cansou de tudo e acabou consertando a torneira. assim, a água voltou ao nosso lar.

esses dois casos, junto com a atual falta de luz em 50% da casa, são os mais bizarros que aconteceram por aqui nesses últimos anos. mas é claro que algumas outras coisas “menores” também nos prejudicam.

a tv da sala ficou quase um ano sem ser ligada porque acreditávamos que ela estava quebrada. até um dia meu pai decidir ligar pra ver o que tinha. e dando uns tapas e socos conseguiu fazê-la funcionar. atualmente ela está com a parte de trás ABERTA porque acreditamos que assim ela funciona, e se fechar vai acabar desligando sozinha, como fazia.

também ficamos do final de novembro do ano passado até outro dia sem roteador. o nosso parou de funcionar e, como ninguém se mexia para consertar, dividíamos a internet como nos bons tempos da discada: cada um usa um pouco. o ruim disso tudo é que foi bem nas férias, o que significa que eu e o felipe estávamos em casa por mais tempo, então a “briga” pela internet foi um pouco maior do que seria caso tivessemos aula (já que, sem aula, passamos pouquíssimo tempo em casa).

como nem tudo pode funcionar bem ao mesmo tempo por aqui, imagino qual vai ser o problema que surgirá logo depois que o eletricista finalmente aparecer. fogão? micro-ondas? bem, eu só sei que sonho com o dia que poderei falar “tudo em casa está funcionando direito”. e sei que deve demorar. até porque, atualmente, além da luz, a gente também tem problemas com a tv da sala, com a campainha, com o chuveiro lá de trás…

i believe i can fly

FATO: 93% dos problemas DA VIDA são causados por falta de ram no computador. e os outros 7% são facilmente esquecidos colocando mais ram no computador, mesmo que não seja necessário (SEMPRE É).

meu pc atual tem um ano e meio de vida. ele é legal, até. processador razoável (2.6), hd médio (80gb. foda que eu tenho 25gb de música…), gravador de dvd e foi bem barato. porém, duas coisas nele me incomodam. a primeira é que, por algum motivo inexplicável, não é possível instalar o windows xp aqui, o que me obriga a usar o windows vista, também conhecido como windows aids. o outro problema é a ram. ele veio apenas com 512mb de ram. agora imagine um pc com 512mb de ram e windows aids… não rola.

bem, mesmo com esses problemas eu aguento o negócio. nunca pude aproveitá-lo do jeito que gostaria, coloquei poucos jogos e usar firefox enquanto ouço múica é complicado (com o itunes é impossível. com o winamp até vai). mas eu vou sobrevivendo.

nas últimas semanas a coisa ficou complicada. talvez por causa do meu sério problema com download (se eu não estou baixando eu não estou feliz. se eu estou baixando eu estou feliz. NÃO IMPORTA O QUE SEJA), que faz com que meus 80gb tenham diminuido para menos de 1gb outro dia (fiz uma limpeza, liberei 12gb e já ocupei de novo. NICE). o fato é que o meu pc está com um rendimento digno do meu falecido duron 700mhz 256mb de ram (RIP 12/2001-08/2007).

e o que eu poderia fazer para resolver esse meu problema, mais preocupante do que qualquer problema amoroso, crise econômica mundial ou mesmo eliminação precoce na Libertadores?

a solução logo veio à minha cabeça: COMPRAR RAM. vi preços, achei barato e fui atrás das malditas placas. comprei. 2gb. agora sim. meu pc vai voar. vou deixar TUDO ABERTO AO MESMO TEMPO SEM PROBLEMAS…

…é. não deu. a ram que eu comprei não é compatível com o processador. agora eu tenho 2gb de ram sem poder usar e 512mb usando. comprar uma compatível não rola, porque é PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL achar pra vender. preciso pensar em outra solução. o mais extremo me leva a considerar a compra de um pc novo. a menos me faz pensar em formatar isso aqui e tentar instalar de novo o xp… e se não rolar, colocar o BETA DO WINDOWS 7. porque o vista não rola. não com 512mb de ram.

bandas formadoras de caráter: pavement

crooked rain, crooked rain: 10/10

crooked rain, crooked rain: 10/10

não sou um manjador de assuntos músicais. longe disso, tenho uma baita dificuldade em identificar algumas coisas nas músicas. apesar disso, me vejo no direito de classificar certas bandas como FORMADORAS DE CARÁTER, e defender que aqueles que não gostam não merecem viver. uma dessas é pavement.

o que é pavement? uma das bandas mais influentes da década de 1990, mesmo que seja pouquíssimo conhecida por aí (o que é lamentável, já que é uma banda genial). o grupo foi formado em 1989 e lançou o seu primeiro disco em 1992 - o genial slanted & enchanted. depois desse foram mais quatro - o mais genial ainda crooked rain, crooked rain, de 1994; o não tão bom mais ainda assim excelente wowee zowee em 1995, o bom pra caralho brighten the corners em 1997 e o disco final, o brilhante terror twlight, de 1999, que ainda conta com a presença de jonny greenwood, do radiohead (que ainda ganhará o seu post especial, é outra banda que separa as pessoas boas do resto do mundo), que participa de duas músicas.

no final de 1999, após dez anos juntos e cinco brilhantes discos lançados, eles confirmaram a separação. no pós-pavement, acho que apenas o vocalista gênio mito stephen malkmus conseguiu algum destaque, com a sua nova banda, o the jicks, que eu tenho um disco e nunca ouvi com muita atenção (outro fato lamentável, estou envergonhado de mim mesmo por causa disso).

durante os anos em que estiveram na ativa, eles ficaram sempre em gravadoras independentes, o que faz com que o rótulo INDIE seja muito bem empregado ao ser usado quando se fala de pavement (afinal, INDIE vem de INDEPENDENTE, pra quem não sabe).

a matador records, gravadora da banda, está desde 2002 relançando os discos em versões especiais, remasterizadas e com músicas extras (tiradas de EPs, versões ao vivo ou mesmo músicas que não foram lançadas). a última versão deluxe dos discos está prevista para 2010, que será o relançamento do último disco, o terror twilight. e os quatro já relançados foram muito bem-recebidos pela crítica em geral, assim como pelos fãs, que sempre se animam com algum material não-lançado, algumas versões alternativas, covers e tudo mais.

abaixo um vídeo de uma música foda, a genial gold soundz, do crooked rain, crooked rain (o clipe não é grande coisa, mas a música é). QUEM NÃO GOSTA ESTÁ ERRADO. JÁ FICA AVISADO.


go back to those gold soundzzzz and keep my advent to yourseeeelf

pra quem quiser conhecer, recomendo que baixe IMEDIATAMENTE o crooked rain, crooked rain (ouso dizer que é um dos melhores discos que já ouvi na minha vida).

quase famosos [2000]

pôster do filme

quando a irmã de william miller saiu de casa por causa das diferenças com a mãe, ela deixou um agradável presente para o garoto: a sua coleção de discos de rock. foi aí que começou todo o amor do jovem miller pela música, mesmo sendo vista pela mãe como “músicas que incentivam a promiscuidade e as drogas”.

quatro anos depois, william escreve artigos de música para o jornal da escola. e alguns de seus textos chegam ao editor da rolling stone, que entra em contato com o garoto e pede uma matéria para a revista. william, animado, aceita o desafio, e decide acompanhar a turnê da banda stillwater, “uma banda mediana encarando suas próprias limitações no caminho para o sucesso”.

e william consegue autorização da mãe para seguir a turnê da banda. stillwater é um grupo em extinção: eles viajam pelos estados unidos de ônibus e têm o próprio empresário, sem contato com grandes gravadoras. em 1973 isso ficava cada vez mais raro, com a “industrialização” da música cada vez maior e o fim das “bandas que tocam por diversão”. eles não se importavam tanto com o dinheiro, apenas com o significado real da música para as suas vidas, que era… tudo.

a banda era formada por russel hammond, o guitarrista, que é considerado e se considera melhor que o resto dos integrantes. o vocalista jeff bebe se julga tão importante quando russel, pois é o “responsável pela comunicação com o público”. os ataques de estrelismo de russel prejudicam frequentemente a banda, como no episódio em que eles fizeram uma camiseta e russem aparecia à frente dos outros integrantes. apesar disso, eles continuavam como uma família, já que sempre ficaram juntos e não tinham para onde ir caso se separassem.


a mais conhecida cena do filme. dentro de doris, o ônibus da banda, todos os integrantes cantam ao mesmo tempo “tiny dancer”, do elton john

além da banda, um grupo de garotas acompanhava a turnê. elas não se consideravam groupies, e sim band-aids. afinal, tinha muita diferença entre o que elas faziam e o que groupies faziam. penny lane, a “líder” das band-aids, dizia que o amor pela banda estava acima de qualquer coisa, e isso incentivava as garotas a continuarem seguindo o stillwater. apesar disso, os integrantes não as viam desse jeito, e estavam dispostos a usá-las em apostas se necessário.

enquanto tenta escrever a matéria, william presencia diversos acontecimentos marcantes para a carreira da banda. em um show logo no começo da turnê, russel é eletrocutado por causa de um microfone mal-instalado. após o episódio das camisetas, o guitarrista abandona a banda e vai para uma festa na cidade em que eles estavam. muito álcool e ácido fazem com que ele suba no telhado da casa e grite “I AM A GOLDEN GOD” e ameace se jogar. o garoto também está presente no dia que uma gravadora manda um representante, que promete avião para aumentar o número de shows e, consequentemente, o lucro da banda com a turnê. são diversos episódios que o stillwater precisa superar suas limitações para conseguir se firmar como uma grande banda.

como já foi dito anteriormente, o filme mostra uma banda que parece “perdida” no começo da década de 1970, quando a industrialização toma conta da música e acaba com a “essência” dela. lester bangs, editor da revista creem (e personagem do filme, claro), disse a william que ele chegou tarde demais para o rock. e é exatamente isso que o garoto percebe ao acompanhar a turnê. ele viu uma das poucas bandas de rock da sua época que continuava vendo a música como arte, e não como um negócio.